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Ir Ao Futebol Nos Anos 80.

por Paulo José Martins, em 10.01.26

Ir ao futebol foi um dos primeiros prazeres da minha infância. Não pelo jogo em si, que mal via, mas por tudo o que o rodeava, como se o futebol fosse apenas um pretexto para uma iniciação discreta no mundo dos adultos.

Hoje, o Clube de Futebol Quarteirense possui um estádio digno desse nome, com um relvado cuidado, campo de treino, piscinas interiores e ginásio. Naquele tempo, porém, o futebol era algo diferente.

Existia apenas um campo pelado, nu, de terra batida, adequado a um país pobre e a uma região mais pobre ainda. Naquela altura o turismo era apenas uma promessa longínqua.

Em redor do campo erguia-se uma cintura de pilares baixos, atravessados por um grosso tubo metálico que desenhava uma forma oblonga. Servia para manter o público à distância e, ao mesmo tempo, para se apoiarem. A primeira fila usufruía desse privilégio rudimentar: poder passar cerca de duas horas em pé, com o corpo inclinado sobre o metal frio, como se aquilo pudesse ser conforto.

Quarteira era então uma vila piscatória. Existiam a agricultura e algum pastoreio, mas a vida verdadeira vinha do mar. O clube fora fundado por pescadores e para pescadores. Os mais novos, enquanto a juventude e os pulmões o permitiam, iam jogar à bola entre duas saídas para o oceano. Os restantes ficavam de fora, a observar, a gritar, a torcer, a ameaçar e a insultar tudo e todos.

Apesar disso, aos domingos, vinham pessoas de longe para assistir aos jogos. Juntavam-se em massas compactas, com dez ou mais corpos em profundidade, balançando a cabeça de um lado para o outro numa coreografia involuntária, à procura de um ângulo que lhes devolvesse um fragmento da acção.

Quando o meu pai me levava, era dia de festa. Entrava no pequeno Fiat 127 azul da família com a solenidade de quem participa num ritual. Ir ver a bola com os adultos era uma forma de pertença.

Mas ver a bola, para uma criança com pouco mais de um metro de altura, num estádio sem bancadas, significava outra coisa. Significava ficar preso entre pernas e traseiros, tentando reconstruir o jogo a partir das exclamações, dos palavrões e das súbitas explosões de júbilo ou fúria do público.

Ainda assim, a verdadeira razão para ir ao futebol era outra. No estádio surgiam iguarias raras, reservadas a ocasiões especiais como arraiais, feiras e festas populares. Havia polvo assado e pinhão torrado.

O polvo, duro e salgado, era uma espécie de pastilha elástica marítima, que hoje está praticamente desaparecido. O pinhão, outrora barato e abundante, transformou-se num luxo raro, vítima de tempos mais caros e de substituições mais fáceis.

Com alguma sorte, o meu pai comprava-me um cone feito com uma folha das Páginas Amarelas, com pinhões acabadinhos de assar e acompanhados de um prego de ponta achatada para os abrir. A partir desse momento, o jogo deixava de existir.

Encostado a um pilar, esquecido da multidão e da sua urgência colectiva de um golo, concentrava-me no gesto preciso de introduzir o prego na pequena saliência que a torrefação tinha criado no fruto seco. Ao fim de algumas tentativas, com um estalido seco a casca abria-se.

No interior revelava-se o verdadeiro prémio, um tesouro mínimo e perfeito, uma iguaria que nenhum golo seria jamais capaz de igualar.

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Num mundo em constante movimento, a forma como lemos evoluiu. Hoje, temos ao nosso dispor várias opções para mergulhar num bom livro: o telemóvel, os e-readers e o tradicional papel. Cada formato tem as suas vantagens, dependendo do estilo de vida, preferências e contextos de leitura.

O telemóvel é, sem dúvida, o dispositivo mais acessível e prático. Com aplicações como o Kindle, o Kobo, o Google Books ou o Apple Books, é possível levar uma biblioteca inteira no bolso. Para quem lê durante pequenos intervalos — como numa fila, numa sala de espera ou no transporte público —, o telemóvel é imbatível.

Permite ajustar o tamanho da letra, margens e espaço entrelinhas, o brilho e o fundo, o que é útil para leituras nocturnas. Além disso, pode sincronizar com audiolivros ou marcar automaticamente onde se ficou. A grande desvantagem é o potencial de distracção: mensagens, redes sociais e notificações podem facilmente interromper a leitura e reduzir a concentração.

Já o e-reader é muitas vezes visto como o equilíbrio ideal entre o digital e o conforto visual. Utiliza tecnologia de tinta electrónica (e-ink), que imita o aspecto do papel e não emite luz como os ecrãs tradicionais, sendo mais confortável para os olhos. É leve, tem autonomia de semanas e permite armazenar centenas de livros.

Funciona bem sob luz solar, não distrai com aplicações e, dependendo do modelo, permite sublinhar, traduzir palavras ou procurar definições no dicionário. Para leitores habituais, é uma escolha prática, portátil e eficiente.

Por fim, o livro em papel mantém o seu charme intemporal. O cheiro das páginas, a textura, a ausência de ecrãs e o simples acto de folhear criam uma experiência sensorial única. Muitos leitores referem que se concentram melhor com um livro físico, talvez por estarem livres de notificações e de luz artificial.

Além disso, não precisa de bateria, é durável e ideal para anotações manuais ou para oferecer como presente. Contudo, ocupa espaço, pesa mais e pode ser menos prático para transportar em viagens longas ou para quem prefere ter vários livros consigo.

No fim de contas, não há uma resposta certa para a pergunta “qual é o melhor formato para ler?”. Tudo depende do contexto e das preferências pessoais. O mais importante é manter o hábito da leitura, apreciar a arte ou a mensagem que o livro nos traz. Seja num ecrã ou em papel.

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Se Eu Quisesse, Enlouquecia, de João Pedro George, é uma biografia extensa e meticulosa sobre o poeta Herberto Helder, resultado de sete anos de investigação. Com quase 900 páginas, o livro constrói um retrato completo e humanizado do autor madeirense, desmistificando a imagem do poeta recluso e genial. Através de cartas inéditas, testemunhos próximos (incluindo da viúva e da filha) e documentação rigorosa, George revela um Herberto contraditório: simultaneamente brilhante e atormentado, generoso e egocêntrico, profundamente criativo mas também marcado por traços de machismo e isolamento.

Um dos pontos mais fortes do livro é a sua capacidade de explorar a dimensão psicológica do poeta — os traumas de infância, a solidão, a experiência da fome, a passagem pela guerra e o exílio. No entanto, a leitura pode tornar-se densa e exigente devido à extensão e ao detalhe com que cada fase da vida é abordada. Além disso, a ausência de algumas vozes familiares, como a do filho, pode limitar o equilíbrio do retrato.

Apesar destas reservas, a obra é considerada essencial para compreender Herberto Helder enquanto figura humana e literária, rompendo com décadas de silêncio e construindo uma narrativa envolvente, crítica e profundamente reveladora.

 

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Analise à trilogia Hobbit. Por Lindsey Ellis.

por Paulo José Martins, em 04.07.25

 

Esta semana, no seu podcast "Intentionally Blank", o autor Brandon Sanderson mencionou a análise da trilogia "O Hobbit", feita por Lindsay Ellis, no seu canal com o mesmo nome.

A análise é apresentada em três vídeos de cerca de trinta minutos cada, oferecendo uma reflexão cuidada e aprofundada sobre as qualidades e os defeitos da trilogia. É um conteúdo especialmente interessante para quem se interessa por cinema, escrita e produção audiovisual.

Em baixo, os respetivos links:

http://www.youtube.com/@BrandSanderson

http://www.youtube.com/@LindsayEllisVids

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Exposição: "A Minha Vida Dava Um Cartoon."

por Paulo José Martins, em 03.07.25

A MINHA VIDA DAVA UM CARTOON
De Portugal para o Mundo - 30 Anos de Humor
Exposição de Phermad
4 julho a 27 agosto 2025
FARO - Galeria da Delegação de São Pedro

👉 INAUGURAÇÃO:
4 julho / 16h30
Presença do autor e apresentação de "RELATOS DE BONDADE E CRUELDADE" uma edição de banda desenhada e cartoon (candidato a melhor fanzine e webcomic PT 2025 editado por Drmakete Lab).

🌍 SOBRE O PRATO A SABOREAR:
Uma série apimentada com quadros fatiados de tributo a filmes que fazem evadir e viajar, pedaços de absurda surrealidade do Mundo e da Sociedade em transformação/evolução. Por fim, tudo servido com raspas de universo fantástico e criativo do chef.
Bom proveito!
Phermad

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Anjos vs. Joana Marques: Empate Técnico.

por Paulo José Martins, em 02.07.25

A premissa desta questão baseia-se na seguinte ideia: "A Joana Marques disse publicamente que nós (os Anjos), não sabemos cantar e isso causou-nos transtornos emocionais, profissionais e financeiros; no valor de um milhão de euros."

Se o tribunal considerar esta premissa correcta, abre o seguinte precedente a favor da comediante: "A dupla de cantores disse publicamente, que eu (Joana Marques), não sei fazer humor e isso causou-me transtornos emocionais, profissionais e financeiros; no valor de um milhão de euros."

Resultado: Empate Técnico.

Serve para ressalvar que a questão da liberdade de expressão não é importante só no meio humorístico, mas é também, de extrema importância em todos os outros sectores da sociedade.

Sem alongar muito, sigo só com um exemplo: todos os engenheiros que foram contra a construção e operação do submarino Titan, foram, de uma forma ou de outra silenciados, com o resultado que todos sabemos. Essa infeliz situação é, no entanto, um microcosmos do que pode acontecer se retiramos a liberdade de expressão em larga escala.

Outra questão a considerar, é que esta, é uma situação altamente conveniente para ambas as partes envolvidas. A ampla exposição mediática que ambos os lados têm recebido possui um valor significativamente superior ao montante em discussão. Seja publicidade positiva ou negativa, trata-se ainda assim de publicidade.

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Há umas semanas, enquanto passava por um daqueles sítios cheios de turistas, fui abordado por um grupo de jovens ingleses — deviam andar pelos vinte e poucos anos. Um deles pediu-me que lhes tirasse uma fotografia com o telemóvel de um do grupo. Coisa simples, pensei.

O detalhe curioso é que, como acontece com muitos jovens hoje em dia, alguns estavam com uns quilos a mais… e outros com bastantes quilos a mais.

Ajeitaram-se como puderam para caber todos na fotografia. Eu, com alguma malícia, demorei mais do que o necessário para tirar a foto. Fiz aquele teatrinho: olhar desconfiado para o ecrã, virar o aparelho, clicar sem efeito… como se estivesse com dificuldades.

“Está tudo bem?”, perguntou um deles, lá do meio.

Esperei uns segundos antes de responder, para dar ênfase.

“Estou à procura do filtro de emagrecimento”, disse, com ar sério.

O grupo explodiu numa gargalhada daquelas boas, sinceras. Alguns até se dobraram de tanto rir. Foi um momento leve, espontâneo, daqueles que nos lembram como o humor tem o poder de juntar pessoas, mesmo que não se conheçam de lado nenhum.

Mas, no meio da boa disposição, surgiu uma voz destoante. Um dos rapazes — que, curiosamente, nem era dos mais anafados — declarou com ar ofendido: “Isso é má educação!”

E pronto, o riso ficou ali a pairar, um pouco embaraçado.

Foi então que fiquei a matutar no assunto. Afinal, será que devemos evitar fazer qualquer comentário com uma pitada de humor, só porque pode haver alguém que se ofenda? Mesmo que o grupo todo tenha percebido a graça e se divertido com ela?

Ou será que vale a pena correr o risco — o risco de provocar gargalhadas, arrancar sorrisos, animar o momento — mesmo sabendo que, por vezes, nem todos irão gostar?

A resposta não é óbvia. Mas a pergunta, essa, continua mais pertinente do que nunca.

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Tiro à Carica

por Paulo José Martins, em 06.04.24

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Na zona onde eu passei parte da minha infância e adolescência havia um “ritual de passagem”. Era bastante frequente que aos rapazes, uma fez feitos os doze anos, fosse oferecida uma espingarda de pressão.

Eu não fui excepção e nessa tenra idade lá me apareceu um tio com a dita espingarda da marca “Flecha”, que era provavelmente a marca mais barata do mercado e que consequentemente tinha um tiro tão lento que se podia ver o chumbinho prateado a sair do cano, para  numa elipse, cair logo ali à frente, a não mais de dez metros de distância.

Junto com a dita espingarda vieram acompanhadas histórias megalomaníacas de safaris africanos e bestas terríveis, que o meu tio dizia, com uma palmadinha nas costas, que tinha caçado com uma “flecha” mesmo igual à minha.

No entanto, eu, apesar de ter algum talento para o tiro e para desilusão total de toda a família, (não seria a primeira vez, nem a última) não tinha grande vontade matar nenhum animal.

Não que eu tivesse alguma ideologia vegetariana. Mas desde cedo que entendia que a morte não deveria ser desporto. Que havia algo de errado e completamente arbitrário na morte de um animal pela gloria da apontaria.

Então a solução, que me divertia tardes a fio, era o chamado “tiro à carica”, começava por colocar várias caricas no pavimento e à distancia tinha de se fazer a carica levantar voo.

A carica na realidade é um alvo péssimo quando assente no chão, pois tem um perfil demasiado pequeno, tornando o tiro extremamente difícil. Ora se passa por cima ora se acerta no chão ricocheteando sem tocar no minúsculo alvo.

Mas lá de quando em vez, o tiro saia perfeito na mira, na altitude e em ângulo certeiro, de forma a conseguir apanhar a carica mesmo pela base, o que fazia a carica levantar voo, à laia de disco voador, rodando interminavelmente sobre si própria e a alta velocidade para realizar uma hipérbole longa e lenta para gaudio do sniper adolescente.

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Memórias Daquela Vez Que Fui Ao "Regato".

por Paulo José Martins, em 17.03.24

Na zona rural em que eu vivia, havia um lugar que nós chamávamos de “regato”. O regato consistia, como o próprio nome indica, na bacia de um pequeno riacho que entretanto, por uma razão ou por outra tinha secado, deixando na planície o relevo côncavo do seu leito.

Numa altura em que não existiam playgrounds ou halfpipes, a concavidade deixada pelo riacho era o lugar ideal para os pré-adolescentes e adolescentes, fazerem todo o tipo de acrobacias nas suas bicicletas.

Eu e os vizinhos da mesma idade, quando sabíamos que os mais velhos iam para o regato, pegávamos nas nossas bicicletas, para entusiasmados irmos ver as manobras acrobáticas que os mais velhos conseguiam e que nós, os mais novos, assistíamos numa mistura de fascínio e terror.

No entanto, o regato ao longo dos anos tinha ganho uma má reputação juntos dos pais, devido à frequência com que os seus herdeiros apareciam em casa com os braços e pernas partidos e de bicicletas destruídas.

Todos nós fazíamos o possível para que os nossos pais não soubessem que tínhamos ido ao regato, em clara violação das ordens dadas, a custo de uma chinelada ou de pior que isso, ficar sem o brinquedo mais valioso que nós tínhamos: a própria bicicleta.

Um dos saltos mais fantásticos que era possível no regato consistia numa rampa, que tinha uma pista de aceleração de quase cento e cinquenta metros, e que alguém, com todos os requintes de malvadez, tinha exacerbado com um capô de carro inclinado sobre duas pedras, o que tornava o ângulo de lançamento ainda maior.

Se o salto fosse efectuado eficazmente era possível aterrar numa faixa de perto de trinta centímetros de largura, que no intenso Verão, era ladeada por todos os tipos de ervas secas e plantas espinhosas.

No entanto, essa rampa, permitia que um adolescente competente, vindo a toda a velocidade, conseguisse um magnífico voo de um metro e meio de altura, que o faria percorrer mais de doze metros pelo ar.

Até que um dia, estando eu sozinho no regato, tive a brilhante ideia de testar a rampa. Se não corresse bem, pelo menos não haveriam testemunhas para assistirem ao meu falhanço. Esta era a qualidade do raciocínio de um rapaz de onze anos que passava as tardes a ver filmes do Rambo, Chuck Norris e Jackie Chan.

Em vez de tentar um salto mais pequeno, decidi que quanto maior a velocidade, maior a possibilidade de sucesso. Então vim o mais para trás possível e acelerei a minha BMX ao máximo, ladeira abaixo, até que atingi a rampa que me lançou num voo fenomenal que durou vários segundos no ar.

O problema era que ninguém me tinha explicado o truque necessário para completar esta manobra com sucesso: aterrar com a roda de trás.

Resultado: aterrei com a roda da frente. O que imediatamente resultou num capotamento da bicicleta, projectando-me para a frente, onde eu falhando completamente a pequena risca de areia da faixa de aterragem, fiz uns dez metros de rojo, raspando a cara e o corpo na erva seca e espinhosa.

Com o passar do tempo os arranhões curaram-se, as dores desapareceram, mas na minha memória ficaram aqueles dois ou três segundos em que voei sem asas exactamente como tinha imaginado.

A minha mãe nunca soube. Mas, imagino eu que, quase quarenta anos depois, se ela ficasse a saber ainda me tirava a bicicleta.

 

 

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"Tudo É Rio." de Carla Madeira.

por Paulo José Martins, em 24.02.24

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"Tudo É Rio." foi o livro de lançamento da autora brasileira Carla Madeira. Este pequeno livro prende-nos de uma forma inigualável. É um livro pujante, visceral e emocionante que nos derruba com a sua capacidade de retratar a brutalidade da realidade mais comum. É de certo um dos melhores livros que li dos últimos anos.

A Particular Editora decidiu publicar com a capa ilustrada acima, provavelmente por razões de direitos de imagem. Acredito que se tivessem usado a capa da edição brasileira o "Tudo É Rio." teria permanecido por mais tempo nos tops literários portugueses.

Abaixo segue a imagem da edição brasileira de "Tudo É Rio." de Carla Madeira.

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