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Num mundo em constante movimento, a forma como lemos evoluiu. Hoje, temos ao nosso dispor várias opções para mergulhar num bom livro: o telemóvel, os e-readers e o tradicional papel. Cada formato tem as suas vantagens, dependendo do estilo de vida, preferências e contextos de leitura.

O telemóvel é, sem dúvida, o dispositivo mais acessível e prático. Com aplicações como o Kindle, o Kobo, o Google Books ou o Apple Books, é possível levar uma biblioteca inteira no bolso. Para quem lê durante pequenos intervalos — como numa fila, numa sala de espera ou no transporte público —, o telemóvel é imbatível.

Permite ajustar o tamanho da letra, margens e espaço entrelinhas, o brilho e o fundo, o que é útil para leituras nocturnas. Além disso, pode sincronizar com audiolivros ou marcar automaticamente onde se ficou. A grande desvantagem é o potencial de distracção: mensagens, redes sociais e notificações podem facilmente interromper a leitura e reduzir a concentração.

Já o e-reader é muitas vezes visto como o equilíbrio ideal entre o digital e o conforto visual. Utiliza tecnologia de tinta electrónica (e-ink), que imita o aspecto do papel e não emite luz como os ecrãs tradicionais, sendo mais confortável para os olhos. É leve, tem autonomia de semanas e permite armazenar centenas de livros.

Funciona bem sob luz solar, não distrai com aplicações e, dependendo do modelo, permite sublinhar, traduzir palavras ou procurar definições no dicionário. Para leitores habituais, é uma escolha prática, portátil e eficiente.

Por fim, o livro em papel mantém o seu charme intemporal. O cheiro das páginas, a textura, a ausência de ecrãs e o simples acto de folhear criam uma experiência sensorial única. Muitos leitores referem que se concentram melhor com um livro físico, talvez por estarem livres de notificações e de luz artificial.

Além disso, não precisa de bateria, é durável e ideal para anotações manuais ou para oferecer como presente. Contudo, ocupa espaço, pesa mais e pode ser menos prático para transportar em viagens longas ou para quem prefere ter vários livros consigo.

No fim de contas, não há uma resposta certa para a pergunta “qual é o melhor formato para ler?”. Tudo depende do contexto e das preferências pessoais. O mais importante é manter o hábito da leitura, apreciar a arte ou a mensagem que o livro nos traz. Seja num ecrã ou em papel.

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Se Eu Quisesse, Enlouquecia, de João Pedro George, é uma biografia extensa e meticulosa sobre o poeta Herberto Helder, resultado de sete anos de investigação. Com quase 900 páginas, o livro constrói um retrato completo e humanizado do autor madeirense, desmistificando a imagem do poeta recluso e genial. Através de cartas inéditas, testemunhos próximos (incluindo da viúva e da filha) e documentação rigorosa, George revela um Herberto contraditório: simultaneamente brilhante e atormentado, generoso e egocêntrico, profundamente criativo mas também marcado por traços de machismo e isolamento.

Um dos pontos mais fortes do livro é a sua capacidade de explorar a dimensão psicológica do poeta — os traumas de infância, a solidão, a experiência da fome, a passagem pela guerra e o exílio. No entanto, a leitura pode tornar-se densa e exigente devido à extensão e ao detalhe com que cada fase da vida é abordada. Além disso, a ausência de algumas vozes familiares, como a do filho, pode limitar o equilíbrio do retrato.

Apesar destas reservas, a obra é considerada essencial para compreender Herberto Helder enquanto figura humana e literária, rompendo com décadas de silêncio e construindo uma narrativa envolvente, crítica e profundamente reveladora.

 

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Analise à trilogia Hobbit. Por Lindsey Ellis.

por Paulo José Martins, em 04.07.25

 

Esta semana, no seu podcast "Intentionally Blank", o autor Brandon Sanderson mencionou a análise da trilogia "O Hobbit", feita por Lindsay Ellis, no seu canal com o mesmo nome.

A análise é apresentada em três vídeos de cerca de trinta minutos cada, oferecendo uma reflexão cuidada e aprofundada sobre as qualidades e os defeitos da trilogia. É um conteúdo especialmente interessante para quem se interessa por cinema, escrita e produção audiovisual.

Em baixo, os respetivos links:

http://www.youtube.com/@BrandSanderson

http://www.youtube.com/@LindsayEllisVids

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Exposição: "A Minha Vida Dava Um Cartoon."

por Paulo José Martins, em 03.07.25

A MINHA VIDA DAVA UM CARTOON
De Portugal para o Mundo - 30 Anos de Humor
Exposição de Phermad
4 julho a 27 agosto 2025
FARO - Galeria da Delegação de São Pedro

👉 INAUGURAÇÃO:
4 julho / 16h30
Presença do autor e apresentação de "RELATOS DE BONDADE E CRUELDADE" uma edição de banda desenhada e cartoon (candidato a melhor fanzine e webcomic PT 2025 editado por Drmakete Lab).

🌍 SOBRE O PRATO A SABOREAR:
Uma série apimentada com quadros fatiados de tributo a filmes que fazem evadir e viajar, pedaços de absurda surrealidade do Mundo e da Sociedade em transformação/evolução. Por fim, tudo servido com raspas de universo fantástico e criativo do chef.
Bom proveito!
Phermad

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Anjos vs. Joana Marques: Empate Técnico.

por Paulo José Martins, em 02.07.25

A premissa desta questão baseia-se na seguinte ideia: "A Joana Marques disse publicamente que nós (os Anjos), não sabemos cantar e isso causou-nos transtornos emocionais, profissionais e financeiros; no valor de um milhão de euros."

Se o tribunal considerar esta premissa correcta, abre o seguinte precedente a favor da comediante: "A dupla de cantores disse publicamente, que eu (Joana Marques), não sei fazer humor e isso causou-me transtornos emocionais, profissionais e financeiros; no valor de um milhão de euros."

Resultado: Empate Técnico.

Serve para ressalvar que a questão da liberdade de expressão não é importante só no meio humorístico, mas é também, de extrema importância em todos os outros sectores da sociedade.

Sem alongar muito, sigo só com um exemplo: todos os engenheiros que foram contra a construção e operação do submarino Titan, foram, de uma forma ou de outra silenciados, com o resultado que todos sabemos. Essa infeliz situação é, no entanto, um microcosmos do que pode acontecer se retiramos a liberdade de expressão em larga escala.

Outra questão a considerar, é que esta, é uma situação altamente conveniente para ambas as partes envolvidas. A ampla exposição mediática que ambos os lados têm recebido possui um valor significativamente superior ao montante em discussão. Seja publicidade positiva ou negativa, trata-se ainda assim de publicidade.

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